segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

1993

1993, o mundo começou pelo menos pra mim
minha história é reduzida mais ou menos assim:
Nascida em Salvador,
Morador da Suburbana,
Desde pequena acostumada a subir ladeira.
Me lembro muito bem dos meus tempos de criança
que sempre passava as ferias na ilha com meu pai e as crianças.
Leonardo, meu irmão sempre 10 no baixo,
Luã Guitar sempre soube o que queria.
Brincadeira na minha casa ou na casa de Naira,
Você sabe, minha tia Gai era brincalhona.
Andava pelas ruas vestindo meu vestidinho
Se tu olhasse pra minhas coxas
Era melhor tu vair fora
Carnaval de minha rua é perigoso e divertido
Mas passei por tudo isso entre mortos e feridos.


Graças a minha mãe
O pessoal de minha casa
Sergio Tadeu, meu papito
Não, não dava trégua
Lembra daquele Campinho
De vez em quando eu ia lá
Curtir o samba, ver os marganjo rebola
Renato Russo e Roberto Carlos
outro mestre, James Brown.
Era só alegria,não tinha pau.

Eu quero ver se tu é mulher mané,
Do jeito que eu fui e que eu sou.
Eu quero ver se tu é mulher mané,
Que nem a parteira falou.


Na Lapa, Iguatemi o bicho pegava mais
Quando um cara roubava
Sempre tinha outro correndo atrás.
Deriene Rocha, minha camarada
De vez em quando no cinema
Outras na caminhada
Vida de criança sempre coisa boa
Calote na mãe pra ir a praia no verão
Pra ficar um pouco mais
Roubava na carteira do irmão, foda-se
Pra mim isso nunca foi pecado
Sempre no Morumbi vendo o Coringão ganhar
Ronaldo, Roberto, fazendo a bola rolar.


Como já dizia o hino, vou repetir pra você
O campeão dos campeões
Dentro dos nosso corações.
Minha mãe Ana deixou meu sangue rubro-negra


Me orgulho de baiana
Me orgulho de brasileira
Skate na veia só quem tem sabe como é que é
A sensação de poder cair na ladeira, depois em pé.
Campo Grande, Shopping Salvador
Street no Mec
A noite novela das oito
Show do O Circulo e um Jhonny Walker
Vender manda na rua aqui de baixo
Na situação show no filé irmão,
PS2, diversão de irmão
Samba, Pop, Axé, Rock, Rumba e Lambada,
Rap, break, graffiti,
Chegou o Hip Hop,
Cantando a vida,
Mas vista de um outro lado
Não é apologia cumpadi,
Não adianta ficar bolado,
Entenda se a minha rima não te faz rir
É a apologoa parceiro,
Da licença, sai daqui.


Eu vim pra zoar, fazer barulho,
Falar um pouco de homem, skate, som e baralho
Sempre ligado, sempre sabendo o que quer
Sempre boa da cabeça, nunca doente do pé.
Eu vou levando a vida,
É, juro que vou, só no sapato, sempre sendo o que sou


Eu quero ver se tu é mulher mané,
Do jeito que eu fui e que eu sou
Eu quero ver se tu é mulher mané,
Que nem a parteira falou.

Agora saiu o flow,
Brasileira, Baiana,
Laís Cristine na área
Se derrubar, é pênalti


Valeu.


(Tirado de uma música de MD2 - 1964)

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