quinta-feira, 22 de julho de 2010

Emoções

Ontem  eu estava escrevendo um texto sobre a sorte que eu tinha. Eu estava tão feliz. no estava escrito "Nunca fui assaltada".
Acho que foi por causa daquele maldito texto que aconteceu isto comigo hoje.
Aquele maldito, com seu andar manco, vindo em minha direção e eu destraida, ouvindo a melhor musica de Legião, como se nada fosse acontecer comigo. Mas, sempre tem que acontecer algo para me tirar no "paraíso" que eu estou.
Blusa amarela, short desconhecido e uma cara de dar medo. Ele pega algo debaixo da blusa, algo pontudo e não identificado, mas você deve imaginar o poderia ser. Eu imaginei
Pavor, medo, pânico, tudo isso estampado na minha cara. E ainda tem os malditos tremores.
Tirei o fone do celular, era o fone de Tia Gai que eu peguei nessa manhã, não poderia deixar o cara levar também.
Ele mandou eu arrudiar o colégio, eu fui, mas encontrei Nadiane. Peguei a mão dela e segurei. Apertei para tentar me sentir segura. Nada aconteceu.
Vou andando, imagino como seria se não tivesse entregado o celular. Talvez eu corresse e ele me desse um tipo no meio das costas. Talvez até um murro me derrubaria.
Entrei no colégio, vou para a sala como se nada tivesse acontecido. Por dois minutos tentei me acalmar. Nada feito. Tinha piorado.Procuro alguém , você deve imaginar de quem eu estou falando. Mas, eu encontrei Jairo, pronto, talvez um abraço apertado melhore o meu humor. Acho que as pessoas me conhecem bem ou elas talvez saibam quando eu preciso delas.
Quando eu o abraçei, me senti segura, mas deu vontade de chorar, eu estava com medo. Os fantasmas da morte tinham me visitado naquela manhã.
Fui até a direção falar com Claudia (secretária). Acho que nunca chorei nesse colégio, essa foi a primeira vez.
Não assisti aula, só a de Biologia e Inglês. Não me sinto bem pra fazer o teste de Química e o pior, não consigo ir para casa. Imagino ele me esperando na esquina com aquela coisa pontiaguda sob a camisa.
Quero ir para casa e abraçar minha mãe.
Me senti segura de verdade. E devolver o fone de Tia Gai.
E o melhor, vou para cara com a pessoa que mais me sinto segura.

Vou indo...
Beijo.

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