domingo, 6 de novembro de 2011

. branco&vermelho .



Ela segura ele nas mãos, não crê que está envolvendo algo tão bom e tão valioso nas mãos. E ela não larga, na verdade, ela aperta pra ter certeza que ele está lá, nas suas mãos. 
Ela ri. Ri de bastante felicidade. E dá gargalhadas.
Vinte e sete reais e noventa centavos. Ela não crê, só tem dezoito e um vale no bolso. Ela corre, na verdade, ela corre e grita em busca do irmão que poderia lhe emprestar. Ela para, espera e pensa. Deixariam ela correr e gritar pelo irmão segurando ele? Ela para, espera e pensa de novo. Teria que deixar com alguém que ela confiasse, estira a mão e o entrega a prima, ela não pega. E ela para, espera e pensa mais uma vez. Rapidamente ela o estira para o primo - mas sua "prima caçula" diz: eu o protegerei com minha vida, ela fala e blasfema: não é pra tanto". - ela entrega a seu primo, dá milhares de recomendações e agora sim, corre e grita em direção incerta a seu irmão. Dá voltas, olha, procura, investiga, e procura mais,  e olha mais, e investiga mais e nada. Volta ao local onde estava e pede ajuda financeira a sua prima, e sua prima dá sem recuar. 
E depois de alguns instantes, ela percebe que vai voltar pra casa com um sonho realizado.
...
Ela chega em casa, deita na cama e lê atentamente o livro da capa branca e letras vermelhas.


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05/11/2011.


Obrigada a Naira, Luiz, Margô, Ruth e Leonardo, sem vocês eu certamente não teria conseguido.


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