quinta-feira, 17 de junho de 2010

Os óculos da vovó

A vovó é tão velhinha,
franzidinha como quê.
Passa os dias lá na rede,
entretida no crochê.


Às vezes fica zangada
com o barulho que faço.
Pega na chinela, eu me rio,
ela ri e lá vem um abraço.


Um dia virou a casa
Para os óculos achar.
Remexeu canto por canto,
E queria me culpar.


Bem que eu sabia de tudo,
Mas aquilo era uma festa,
Pois vovó tinha os óculos,
Presos no alto da testa.
 
 
Para minha vovózinha lindinha e fofinha,
Que mora no meu coraçãozinho.

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